
OS OLHOS DOS FAUNOS Meus olhos viraram um plug usb. Meu corpo apropriou-se de monitores de plasma. Meu olhar agora tem escolhas atemporais, links aleatórios e zoom. Minhas pálpebras piscam, e acordo em outro lugar Tenho visões. Todas do passado. O presente está lá fora, um agora do qual meus olhos não participam Tenho meus cães à minha volta. Todos me amam, das tomadas, plugados. Tenho medo de perder a última visão antes que ela se preserve na censura, no esquecimento Algo se vai frente ao inverso. Ele se consome em luz. Eles me observam. há luz lá fora. O agora virou fotografias, aqui dentro tudo continua em si, no mesmo lugar. Os dedos viraram símbolo de não tocar E a música continua em meus olhos
Escrito por Ronaldo às 02h34
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