OLHOS RASGADOS
Antes que o céu caia sobre nós, deságua das paredes um rio, lavando aos tapetes toda a inocência perdida: um fim. Em minhas mãos brotam pedaços de carnes roubadas, molhadas, sem sim. Em mim a tristeza é o samba que balança. Pedaços de fogo sem mar. Meu preto é branco, meu choro vermelha minha face. E meus olhos percorrem a imensidão.
Escrito por Ronaldo às 16h09
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